"Dê-me uma selvageria cujo vislumbre nenhuma civilização seja capaz de suportar"

PRIMITIVISMO -- SABERES TRADICIONAIS -- SAÚDE NATURAL -- EVOLUÇÃO HUMANA



quinta-feira, 30 de junho de 2016

Sociedade do Medo - Coragem e Confiança (Parte 4)


 
 'A profecia Hindu', Alfred Pearse.

Coragem e confiança: são apenas palavras vazias, ou valores ultrapassados? Ou, como respeito, amor, intimidade, e diálogo, podem representar formas de pensamento e de ação reais? Estamos habituados a tomar decisões baseados em medo, sem sequer perceber que é isso que estamos fazendo. Precisamos mudar nossos “conselheiros interiores” e ouvir linhas de pensamentos que possam equilibrar as tendências do medo. 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Sociedade do Medo - A Prisão Confortável (Parte 3)



 Uma das ilustrações de Gustavo Doré para o poema de Edgar Allan Poe, "O Corvo"

Individualmente, o medo pode nos proteger de muitas coisas – mas há um perigo que fica bem no ponto cego do medo: nós mesmos. Se não mediado pela razão, o medo pode dominar uma pessoa, ou mesmo uma população inteira e sua cultura. Tal cenário é ideal para aqueles que estão no poder: ao invés deles temerem a nós, eles nos fazem temer uns aos outros até a profunda inação.

domingo, 19 de junho de 2016

Sociedade do Medo - A Cultura Apavorada (Parte 2)



"Tenho medo de outras pessoas."
"Mas Mimi, outras pessoas são só como você!"
"É por isso que tenho medo delas!"

Fala-se muito de que vivemos em uma “cultura” que “é” de um ou de outro modo, de acordo com o viés com que cada um se sente mais afetado. Os significados se amontoam, gerando um resultado final que levaria qualquer um de fora a nos perguntar porque sequer saímos das nossas camas de manhã para enfrentar tamanho pesadelo “cultural” cotidiano. Eu considero esse fenômeno, esse amontoado de “terrores”, uma extensão do medo que rege a civilização, que desta vez está se fortalecendo em um novo aspecto de nossas vidas – o aspecto de nossos símbolos, significados, e, principalmente, de relações pessoais. Embora não seja exatamente (ainda) uma “cultura”, chamo esse fenômeno de “Cultura do Medo”. 

terça-feira, 14 de junho de 2016

Sociedade do Medo - Morte e Civilização (Parte 1)



"Que Viene el Coco". 
Crédito da imagem: NaomiRomero

Do que temos medo? O que fazemos diante dele? Podemos viver sem ele?
O medo, estritamente falando, é apenas uma emoção básica que todo animal saudável precisa possuir. Porém, assim como a raiva, o amor, a felicidade, e muitas outras, essa emoção pode sair dos níveis saudáveis e nos cegar. Pode atuar em maior ou menor grau em toda uma sociedade, sua cultura, seu modo de vida, e acabar por conduzir seus rumos.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A Ideologia da Vitimização - Feral Faun

Traduzi o texto abaixo muitos anos atrás, do original em inglês. Na época, repassei para alguns grupos de discussão online (via email), e algumas pessoas hospedaram o texto em diferentes locais (grato a todos que o fizeram). Mais tarde descobri que, para minha surpresa, o texto causou certo repúdio junto ao movimento feminista - repúdio este que considero um exagero, quando as críticas do texto só teriam a melhorar o movimento feminista. Contudo, acredito que muitos dos movimentos citados pelo autor assimilaram bem estas críticas sim, apesar das turbulências. Recentemente, iniciando os planos de trazer o blog de volta ao pleno funcionamento, trago o texto para ser hospedado e lido aqui.

Para quem não conhece, o Feral Faun é um dos pseudônimos de um filósofo anarquista, também conhecido pelos pseudônimos Wolfi Landstreicher ou Apio Ludd. Seus escritos exerceram influência principalmente entre os anarquistas insurrecionais, anarquistas verdes, anarco-primitivistas, e primitivistas "ferais". Ele usou este pseudônimo principalmente durante a década de 80, e creio que ninguém sabe quem realmente é esta pessoa, só os seus editores. O texto abaixo, cuja primeira publicação seria de 1992, seria portanto uma das ultimas publicações deste pseudônimo. Bom, vamos a ele. 

sábado, 25 de maio de 2013

Maternidade humana







A maternidade, outrora aguardada e ansiada, se tornou um momento temido para muitas mulheres. As responsabilidades seriam tantas que a mente moderna fica desnorteada, de tão viciada em liberdade individual que é. O prazer, a emoção, a transformação, e a maturidade associadas ao fato de "ser mãe" são pouco lembradas. Nisso tudo, a imagem da mãe, infelizmente, é "bem" vista mesmo apenas um dia por ano, em uma data dominada pelo consumismo. Imagens cheias de mentiras e falsidades em uma época dominada pelo parto desumanizado, quase industrial. É uma desonra não só a elas, mas à própria humanidade. Pois, de um modo muito mais amoroso e doloroso do que em qualquer outra espécie, foram as mães que deram origem à tudo que podemos chamar de humano.

Isso é sério, não apenas palavras vazias. Continue lendo e conheça os fatos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Alecrim - Rosmarinus officinalis

(Fonte: Wiki)

(Fonte: http://pat.feldman.com.br - Crianças na Cozinha: Jardim Aromático)


Erva condimentar e medicinal bem conhecida (estimulante o couro cabeludo, cicatrizante, útil no tratamento de hipertensão, distúrbios diversos do sistema digestivo, reumatismo, além de outros usos). Muito cultivada em vasos e pequenas hortas e jardins, também recebe a atenção de diversas religiões.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Feitiço do Tempo e a Árvore de Ponta-Cabeça

            Faz muito tempo, a Terra não era como é hoje. Por muito tempo ela foi um lugar muito diferente, que abrigava vidas muito diferentes das nossas. O Grande Espírito, no seio do qual vive nosso planeta e todas as coisas vivas e mortas, tinha outras cores, e sua natureza cobria tudo. Uma natureza muito diferente da que conhecemos. Isso porque muitos dos seres daquela época não existem mais, ou se esconderam muito bem para fugir das mudanças dessas dezenas de milhares de anos. Além de diversos tipos de animais e plantas, que seriam familiares aos que conhecemos hoje, existiam também diversas criaturas mágicas, como unicórnios, grifos e dragões, e uma infinidade de “espíritos”, criaturas sutis que viviam sem corpo físico que se pudesse tocar, mas que se deixavam ver e interagiam com todas as outras com grande vivacidade.
            Claro que não era um mundo perfeito. Era, apenas, um mundo mágico - mais mágico do que hoje. Claro que tinha seus problemas. Todos estes seres eventualmente se desentendiam, e alguns tinham de fugir para não serem devorados por outros. A magia deixava o mundo mais interessante, mais vivo, ainda que não resolvesse todos os problemas.
            Ah! Os problemas! Sim, existiam, mas não como hoje. Aliás, essa é a história de como alguns de nossos problemas começaram – e é a história do maior deles, o problema derradeiro que um dia vai acabar com a paz que ainda nos resta e com todas as nossas vidas. Mas esperamos que esse dia nunca chegue, e por isso recontamos esta história.