"Dê-me uma selvageria cujo vislumbre nenhuma civilização seja capaz de suportar"

PRIMITIVISMO -- SABERES TRADICIONAIS -- SAÚDE NATURAL -- EVOLUÇÃO HUMANA



sábado, 30 de julho de 2011

Sobre folhas e vidas

A floresta respirava calmamente. Perante os olhos do garoto, as folhas, escondidas nas sombras, balançavam em um único vai e vem tranqüilo, e lhe pareciam pequenos serezinhos cochilando, levitando infantilmente sobre o solo. Era noite, e o som dos carros passando na estrada não penetrava na mata, permitindo um ouvir agradável dos vários tons e cantos e zumbidos e farfalhares sutis. Mesmo a viagem de um caminhão dos maiores é ouvida apenas com um ruído suave, como o de uma onda distante quebrando na praia. O córrego que cruza a mata também borbulhava suas notas de lépidos rodamoinhos, somando-se ao coro de músicos invisíveis. O luar e as esparsas luzes urbanas iluminavam o caminho em que o garoto seguia.

sábado, 23 de julho de 2011

Mas e essas Tecnologias?

As tecnologias vão nos salvar? Vão nos arruinar? Ultimamente, os chamados "tecnofóbos" têm se tornado minoria, quase que como uma espécie em extinção. São poucas vozes gritando contra um coro bem coeso. Mas tecnologias não são neutras. Tecnologias causam mudanças e a maior parte destas não depende do modo que empregamos uma tecnologia, mas do fato de que as empregamos. Precisamos prestar atenção para estas mudanças, e saber evitar aquelas que seriam indesejáveis.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Maria-pretinha - Solanum americanum

Aspecto do ramo e, no detalhe, uma flor e dois frutos maduros, bem pequenos.
Fotos de acervo pessoal.

Arbusto espontâneo, de frutos e folhas comestíveis. Mas atenção, os frutos devem estar maduros (bem pretos e soltando-se facilmente, como na foto) e as folhas cozidas. É um potente vermífugo, além de possuir outros usos medicinais (como analgésica e sedativa). Veja os detalhes no texto.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mosquitos - Podemos viver em paz com eles?

Fonte: Wikipedia

Lidar com mosquitos é as vezes um desafio. Eles são muitos, incomodam, dão coceiras e deixam feridas. São dificeis de entender, e não raro são vistos até como criação do demônio, por razões óbvias. Para aqueles que, como eu, buscam uma vida nos bosques, são uma ameaça que parece capaz de nos levar a desistir de nossos planos. Mas eu cheguei a uma paz com eles, e acredito que outros podem chegar também. Sem a dependência de repelentes industriais, quero dizer. Para tanto é necessário entender os limites que eles nos impõem, e conhecer as maneiras naturais de se manter menos atrativo à eles.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sentimento de Pertencimento

De todos os males que passamos a gerar, enquanto sociedade e cultura, existe um que não têm recebido muita atenção. Isto talvez se deva por sua solução ser irreconciliável com nossa atual maneira de ver e viver a vida. Este mal é também, a meu ver, o pior de todos, ainda que muitos possam resolver simplesmente ignorá-lo. Me refiro à perda de um sentimento, o sentimento de pertencimento. O próprio conceito talvez já soe estranho para alguns leitores - e não deixa de ser estranho para mim, que só pude percebê-lo em momentos breves, mas mesmo assim profundamente. Tento aqui trazer meu relato, como o de um pescador que volta para avisar os ribeirinhos que o peixe do mar está acabando...